Conheça a tecnologia que chegou para trazer rastreabilidade e confiança em transações

O que é blockchain e para que serve essa tecnologia?

Uma tecnologia capaz de transformar setores econômicos consolidados, criar novos mercados e revolucionar a maneira com que o poder público opera. Essa é a esperança com a chegada do blockchain, tecnologia que está por trás de criptomoedas como o bitcoin. Para além da aplicação financeira, o blockchain, em realidade, é uma tecnologia pode ser usada em diferentes setores da economia. Não é à toa que o blockchain é citado como uma das tecnologias mais revolucionárias do século 21, junto com inovações como a Inteligência Artificial, impressora 3D e computação vestível (wearables).

Neste artigo, comentaremos mais sobre como funciona, as vantagens e os desafios do blockchain, sua aplicação no Brasil e como a PlataformaVerde usa essa tecnologia no setor de resíduos.

  1.       O que é blockchain?
  2.       Como usamos o blockchain?
  3.       Como está o uso dessa tecnologia no Brasil?

 

Mas, afinal, o que é o blockchain?

Podemos resumir como: um sistema de base de dados que funciona de maneira distribuída, alimentado por diversos computadores. Na prática, acaba funcionando como um grande arquivo compartilhado de registros de transações. As informações inseridas no blockchain são imutáveis e verificadas por todos os computadores que fazem parte da mesma cadeia.

Uma analogia para entender melhor: Bettina Warburg, uma das maiores especialistas no assunto, define o blockchain como uma espécie de Wikipedia: uma enciclopédia livre, aberta para colaborações de qualquer pessoa, que grava as alterações feitas no histórico da plataforma. A rede ainda conta com editores voluntários que controlam e checam o material, levando-os para fóruns internos para discutir possíveis imprecisões. A diferença é que o Wikipedia é restrito a artigos e fotos, enquanto o blockchain permite a troca de ativos e arquivos em formato digital.

 

Em mais detalhes…

A tradução de blockchain ajuda a entender melhor o seu funcionamento: é uma cadeia de blocos. Cada bloco dessa corrente carrega algum tipo de conteúdo (uma informação sobre uma transação financeira ou algum documento) e algo chamado hash – como se fosse uma impressão digital, algo que identifica aquele bloco como único. Quando um novo bloco entra nessa cadeia, essa identidade é gerada a partir do conteúdo daquele novato e é linkado à “impressão digital” do bloco anterior. Ou seja, quando um novo bloco entra nessa cadeia, ele acaba validando outros elos, tornando o sistema mais seguro. Quanto mais blocos, mais validações e mais segurança! Todo bloco também contém a data e o momento em que ele entra na cadeia.

Uma boa sacada sobre o hash é que ele não pode ser modificado. Se alguém tenta alterar o conteúdo do bloco, o hash automaticamente muda: dessa forma, ele passa a não ser reconhecido pelos outros elos da cadeia, que apontavam outro hash. Dentro da cadeia, nenhum dado inserido pode ser apagado e qualquer nova inserção é automaticamente verificada por todos os elos da cadeia. Isso traz a segurança de que todas as informações ali são verdadeiras!

Por último, o blockchain é uma rede distribuída de informação, em uma rede peer-to-peer (p2P), uma arquitetura de computadores que compartilha tarefas, trabalhos e arquivos de maneira descentralizada. Em outras palavras, vários computadores montam a rede e acabam mantendo o sistema funcionando, validando ou descartando as novas informações que entram ali. Se há algum tipo de ataque a um desses computadores, os outros são capazes de identificar e isolar aquele ataque, preservando a integridade da rede.

A descentralização é a responsável por eliminar o “intermediário” daquela relação. Usando o bitcoin como exemplo: a transação feita por blockchain não depende de um banco intermediando aquela transferência. Quem registra e valida são os vários agentes que compõem aquele banco de dados. Legal, né?

Para entender visualmente como o blockchain funciona, tem esse vídeo bem legal (com opção de legenda em português nas configurações):

 

As vantagens?

  • Elimina intermediários, dando mais autonomia (e, em alguns casos, redução de custos) aos que usam o sistema;
  • Elimina a falta de confiança entre usuários do sistema e fornece proteção contra ataques, já que o sistema conta com mecanismos como os citados acima;
  • Quem controla informações e fluxos são os próprios usuários do sistema que, por sua vez, são fiscalizados por outros;
  • Forma uma base de dados completos, consistentes, precisos e disponíveis para consulta;
  • Dá a possibilidade de integrar processos e dados, trazendo simplificação. Ao invés de diversas planilhas e dados soltos, tudo pode ser organizado em um único sistema;
  • Transparência, já que é aberto aos usuários daquela cadeia;
  • Dados imutáveis que não podem ser alterados ou deletados.

 

Os desafios?

  • Ainda é uma tecnologia recente – estamos aprendendo a aplicar para os melhores usos e treinando profissionais capacitados para trabalhar com isso;
  • Alguns processos de transação e verificação ainda demoram um pouco, se comparados a sistemas centralizadores. É preciso melhorar a velocidade;
  • Por ser novo, o blockchain ainda não conta com um estado regulatório estável por parte de governos. Corre o risco de ser travado por alguma burocracia;
  • Controle, segurança e privacidade. Embora existam soluções até agora muito eficientes, há também um outro lado que estuda como hackear esses sistemas. É fundamental procurar formas que deem cada vez mais segurança, até para que mais pessoas confiem na tecnologia;
  • Custo ainda alto, principalmente no estágio inicial.

 

Como usamos o Blockchain?

 

Web 3.0

Criando uma internet mais segura, anônima e descentralizada. Em um contexto em que o debate sobre proteção de dados está em alta, faz sentido usar um sistema como o blockchain, que garante anonimato e privacidade aos usuários. Os dados trafegados, por serem criptografados, ajudam nisso. Além disso, dentro do blockchain, o usuário pode decidir o que quer compartilhar e com quem.

 

Contratos inteligentes

Já pensou em não precisar ir até um cartório para selar algum tipo de contrato? Ou até mesmo registrar seu casamento via blockchain? Na parte legal, o sistema também pode ajudar nisso – facilitar contratos entre multinacionais, emitir documentos e relatórios já autenticados, ou mesmo proporcionar um registro único de documentos para governos – ao invés de espalhar informações sobre cidadãos em diferentes cartórios.

 

Revolucionar o setor financeiro

O potencial do blockchain no mundo financeiro fica claro quando pensamos nas moedas digitais. Podemos pensar no modelo ponto-a-ponto que é oferecido como um grande fator de economia e simplificação quando pensamos em transações financeiras. Isso envolve tanto pessoas físicas quanto pessoas jurídicas: o potencial de facilitar o comércio internacional é enorme, inclusive reduzindo ou até eliminando burocracias com a automatização.

 

Na cadeia logística

Na cadeia logística, o blockchain pode trazer novos métodos e meios para que a gestão seja mais eficiente, transparente e menos burocrática! Como logística é uma área que depende de diversas áreas da empresa para funcionar, o blockchain pode ajudar a criar um banco de dados único para uma organização, ajudando a entender os procedimentos internos e verificando dados automaticamente. Em cadeias cada vez mais complexas e globais, o ganho em eficiência pode ser muito relevante, trazendo mais transparência e confiabilidade. Alguns exemplos são monitoramento de carga (junto a dispositivos e sensores), registros e documentos gerados automaticamente.

 

Blockchain como um serviço

O conceito de BaaS (Blockchain as a Service) traz aplicações para negócios com mais eficiência e ganho de escala. São normalmente personalizáveis, para desenvolvimento pronto de rotinas automatizadas. Esse tipo de uso já é adotado por empresas como Amazon, Huawei e JPMorgan. A PlataformaVerde é um bom exemplo: nosso software em blockchain permite que a informação imputada por um gerador de resíduos seja validada e complementada por outros entes da cadeia, como transportadores e empresas de tratamento e destino final. Isso acaba ajudando as empresas a rastrear toda a cadeia de destinação, assegurando o compliance na área e a segurança dos dados.

 

Como está o uso dessa tecnologia no Brasil?

Em termos de Brasil, ainda estamos usando o blockchain de maneira incipiente. Uma das últimas novidades sobre o assunto é um projeto do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), com o intuito de trazer mais segurança aos usuários da internet e melhorar a privacidade na navegação. O estudo foi criado com apoio de um fundo do Ministério de Ciência, Tecnologia, Informações e Comunicações.

Alguns bancos ainda estão testando a tecnologia para permitir transações financeiras internacionais, por exemplo. A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) também entrou na jogada: está com um protótipo de sistema para bancos em blockchain, com o objetivo de trazer mais segurança aos clientes de bancos. Os testes já estão sendo feitos pelas instituições financeiras da entidade, inclusive o Banco Central. Tudo em fase de validação! Fora, claro, startups como a PlataformaVerde e outras tantas que estão escalando com base na tecnologia, na esperança de revolucionar um mercado diferente.

Desde de julho de 2018, o Banco Central (BC), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) usam uma plataforma de comunicação em blockchain para trocar informações! A chamada Pier (Plataforma de Integração de Informações das Entidades Reguladoras) é um exemplo de como a tecnologia pode impactar processos do poder público – e também representa um avanço na governança das agências reguladoras e órgãos de fiscalização.

Quer saber mais sobre o blockchain e seus usos? Separamos outros materiais muito interessantes para quem deseja se aprofundar no assunto.

 

Caso queira saber mais sobre o trabalho da PlataformaVerde e como usamos blockchain para trazer segurança na gestão da cadeia produtiva e resíduos das empresas, entre em contato conosco por e-mail: comercial@plataformaverde.com.br

RESÍDUOS RECICLADOS:

818.071,513 ton

© 2020  |  Green Platforms  |  Todos os direitos reservados.

Privacy Preference Center